Georges, Nathalie, Christian, Marc, Cécile, todos da TVK, já se entendiam com Zé Barbosa, Antônio Rita, Josué e Geraldinho e aprenderam a desenhar, cortar, costurar uma vela de jangada.
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Antônio Rita, Josué, Zé Barbosa e Geraldinho – Jangadeiros da Comitiva Pirata.
A Festa chega ao fim. O mesmo ritual encerra cada Festival Marítim0 de Brest, a maior parte das embarcações aparelha cedo e segue para Douarnenez, é a Grande Regata Brest-Douarnenez, tudo que flutua na enseada de Brest vem engrossar a procissão de cascos grandes e pequenos, de madeira ou de plástico, a vela ou a motor. É a fé que guia a romaria, a fé na força do vento que move as velas mas também na mão poderosa que regula a escota e na sabedoria que manobra o leme. A fé no ofício.
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A noite, a Associação de Relecq-Kerhuon convidou a delegação brasileira. Várias gerações de membros e familiares, com bandana do Pirata na cabeça ou no pescoço, se fizeram presentes. Um deles, o Georges, mostrou o acervo de documentos colecionados por ele desde 1980, sobre o tema: JANGADA. Houve troca de camisas, Julio Trindade já tinha oferecido o livro Mucuripe de Chico Albuquerque, Mar de Luz de Tiago Santana e Celso Oliveira e Jangadeiros du Brésil-Dits de vie de Martine Kunz e Raimundo Caruso. Recebemos uma garrafa de Lambic, fabricação caseira, alcool de maçã a usar com moderação.
Desde a sua chegada a Brest, o Cisne Branco se tornou uma das principais atrações do Festival, o Navio desperta atenção pela sua história, sua beleza e, também, pela sua animação. Na tripulação são 10 oficiais, 40 marujos e 08 músicos que formam a Banda Oficial do Cisne Branco.
Leia este post por inteiro!Em 2004, como em 2008, foi a Pirata Brasil Eventos e Produções que idealizou e concretizou a participação do Brasil no Festival Marítimo de Brest. Foi em 2004 que, já pensando em 2008, Julio Trindade começou a articular a vinda do grande veleiro brasileiro e internacional, Cisne Branco, na Cidade do Poente. Há quatro anos atrás, a Dragão do Mar, tripulada por Zé Barbosa e o ex-comandante do Cisne Branco Almirante da Marinha Brasileira Bernardo Gambôa, tirou duas vezes o primeiro lugar nas regatas de Brest. Era sinal de bons ventos para jangadas e Cisne Branco.
Leia este post por inteiro!O ambiente festivo do Festival de Brest deixa os curiosos e apaixonados, atentos e antenados. Percorre-se toda a zona portuária, ao longo do dia, para assistir performances cênicas e espetáculos de rua, ouvir músicas, danças e cantos de marinheiros, de países e culturas diferentes; e sobretudo, argonautos ou não, ver navios, compartilhar um universo que navega. O olhar fica confuso, acompanha homens pendurados nos enfrechates, subindo aos mastros, distingue aparelhos de fundear e suspender: cabos e âncoras, vergas e amarras.
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“Pagodeiros” do Cisne Branco fazendo a festa nas ruas de Brest.
Após a chegada do Cisne Branco, a tripulação do Navio, já em terra, fez a festa em Brest. Junto com os Piratas seguiram pelas ruas da cidade esbanjando molejo e ziriguidum, os “pagodeiros” do Cisne Branco com seus tamborins, cavaquinho e pandeiros logo chamaram atenção de todos e não demorou muito até se formar um autêntica roda de samba, com sotaque brasileiro e bretão.
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As jangadas foram ao encontro do “Cisne Branco”, Navio Veleiro da Marinha do Brasil, o comboio das jangadas liderado pela Dragão do Mar foi recepcioná-lo em alto mar.
A chegada do Cisne Branco estava prevista para hoje às 17h, a equipe da Pirata Brasil soube em primeira mão que o Navio estaria chegando antes do horário previsto, uma ligação do Almirante Gamboa, que esteve presente em Brest 2004, comunicou o capitão da comitiva Pirata, Júlio Trindade, que prontamente informou a organização de Brest e a imprensa local. Júlio Trindade preparou as jangadas para receber o navio, Júlio estava a bordo da Dragão do Mar empunhando a bandeira brasileira , a jangada se aproximou do Navio e representantes da Comitiva foram convidados pelo comandante do navio, Capitão- Mar e Guerra- Flávio, a subir a bordo.
O tempo em Brest está frio e com céu nublado, o encontro da pequena jangada com o gigante Cisne Branco, um catamarã de 76 m de comprimento, coloriu o mar bretanho e iluminou o céu, até o sol deu o ar de sua graça para presenciar esse momento mágico.
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Quinta-feira chegou, o dia de se despedir dos Abers e de sua gente tão acolhedora. Apesar de ter ficado no seco um pouco mais de uma semana, ancorados na casa de Yvonne e Jean-Alexis, nessa casa navio encalhada na praia, a impressão foi de uma travessia, nas águas mansas da confiança recíproca, nas turbulências oceânicas do cotidiano e da vida vivida, nas quedas d’água da alegria, respingando em todos, a felicidade de estar juntos.
Vamos aparelhar e seguir de vez para Brest-2008.
Quarta-feira, dia 9 de julho, a tripulação se deslocou de novo até Brest que fica a uns 20 kilômetros de Sait-Pabu, passou o dia por lá, fazendo os últimos reparos: arrochar os cabrestos da Ceará e da Dragão do Mar, colocar um novo envergue na Fortaleza, substituir o mastro da Dragão do Mar, desatar e amarrar de novo o toco intermediário do mastro da Iemanjá.




