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Fórum debate com acadêmicos e poder público a situação da Praia de Iracema

Na manhã do dia 26 de maio, alunos do curso de Turismo da FIC receberam representantes de diferentes categorias relacionadas ao turismo na Praia de Iracema e membros do Fórum Permanente em Defesa da Praia de Iracema para discutir a atual situação do bairro, no auditório da unidade Moreira Campos da Faculdade.

Participaram do debate o secretário de Turismo do município, Henrique Sérgio de Abreu; a coordenadora do curso de Turismo da FIC, Lorena Sena; o empresário Júlio Trindade, representando os comerciantes da Praia de Iracema, a diretora geral da Fundação Pirata Marinheiros, Fátima Bandeira, uma das coordenadoras do Fórum; e a presidente da Associação dos Artesãos da Praia de Iracema ASAPI, Luiza Castro, representando os moradores, além do cantor Armando Telles, representando os artistas que atuam na noite da Praia de Iracema.

Os alunos da FIC, com o apoio do Fórum Permanente de Defesa da Praia de Iracema, preparam um painel com notícias, fotos e informações mostrando o quadro geral de reivindicações, lutas e conquistas, sob o título de “Dez anos de abandono da Praia de Iracema”. O debate surgiu da reflexão dos próprios acadêmicos de Turismo, preocupados com a Praia de Iracema, cartão postal de Fortaleza e símbolo do turismo no Ceará.

Além de problemas e dificuldades, foram apresentados planos e ações tanto da parte dos representantes da Praia de Iracema como da Secretaria de Turismo do Município (Setfor), que está articulando a revitalização da Praia, através de reformas e investimentos diversos, com verbas do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur/NE II).

Para Fátima Bandeira, do Fórum Permanente de Defesa da Praia de Iracema, o principal ponto a ser discutido é a requalificação do projeto de turismo da Praia de Iracema. “Em nossa opinião, esse projeto deve ter como fundamentação, a cultura popular, seja resgatando tradições, seja incorporando as manifestações da contemporaneidade. O importante, por outro lado, é que seja qual for a definição do projeto, ele precisa ser discutido com a comunidade. Já tivemos aqui muitas intervenções do poder público, de cima para baixo. A vida mostrou que isso não dá certo. Basta olhar a situação hoje, da Praia de Iracema para ver que temos razão de exigir a participação da comunidade”.